Organização deste trabalho

Peço, antecipadamente, perdão a todos, especialmente aos mais capacitados, aos mais talentosos, aos mais sensíveis, porem, quero merecer o beneficio da duvida pensando na apresentação de Borges a um livro de poesias seu:

A quem ler

Se as páginas deste  livro consentem algum verso feliz, perdoe-me o leitor a descortesia de ter sido, previamente, por mim usurpado. Nossos nadas pouco diferem; é trivial e fortuita a circunstancia de que sejas tu o leitor destes exercícios e eu seu redator.

                                    Prefacio “O Fervor de Buenos Aires”, 1923

Que, aliás, são uma tradução livre do que F.Scott Fitzgerald  escrevera, e Borges também menciona:

As to an occasional copy of verses, there are few men who have leisure to read, and are possessed of any music in their souls, who are not capable of versifying on some ten or twelve occasions during their natural lives: at a proper conjunction of the stars. There is no harm in taking advantage of such occasions.

Fitzgerald, Numa carta a Bernard Barton (1842).        

Os blocos constitutivos que imaginei são os seguintes:

Abertura

O momento e a porta, a passagem, a anulação do eu,  a revisitação de Fitzgerald, numa tentativa de eternizar o instante pelo outro, sancionaram para mim esta aventura.
A poesia de Borges, que abre este trabalho, foi a faísca inspiradora e a porta de entrada para tentar registrar as impressões que esta cidade provoca e tentar entender de onde vem tanta beleza.

I – Inspiração em Paris – origem Séc IXX

Como situar Buenos Aires no tempo?
Como sugere a foto da capa, que tirei em Buenos Aires,  dentro do espírito do poema acima, vou refletir não os séculos, mas o fim do século 19 e o inicio do século 20, numa subdivisão onde vou fazer as ligações que fizeram Buenos Aires ter o charme de Paris. Percorro Buenos Aires dos anos 20 e 30, nos textos de Borges, ilustrados pelas fotos de Coppola e fecho com Buenos Aires atual, que aliás a situo em 1960, que me parece onde ficou parada.
Este “estar parada”, longe se ser indesejável como quer a modernidade baseada na eficiência, no progresso, na velocidade, talvez seja seu maior charme.
Basta de correr para ver quem chega na lua primeiro.
Quero ver a Lua de Fronte como Borges fez em 1925.
Na minha primeira tentativa, de diário de viagem para meu uso,  parti da idéia óbvia que Buenos Aires lembra demais Paris e uma coisa que desconfiava, confirmou-se com a pesquisa:
Um dos principais responsáveis por Buenos Aires ser o que é, Carlos Thays havia sido discípulo de Edouard André, Jardineiro Principal de Paris quando ela sofreu as transformações que a fizeram o que ela é. Porém, Paris foi amplamente copiada ou recriada em vários lugares, como por exemplo Londres e Chicago, mas creio que sua melhor inspiração produziu Buenos Aires.

II – Borges e Coppola  Anos 30

Numa segunda divisão, vou situar a Buenos Aires de Borges e Coppola, centrada nos anos 30, que vai desde a publicação de Evaristo Carriego até o inicio da 2ª grande guerra.

III – De volta para O futuro: Hoje, em 1960

Numa terceira etapa, de volta para o futuro, vou apresentar Buenos Aires como a encontrei hoje, em 2011, que me parece 1960.
Sempre procurarei ligar uma imagem a um texto, que estará ligado a algo da obra de Borges e, quando for o caso, com as fotos de Coppola, que ira aparecer com maior freqüência que outros.

IV – À guisa de conclusão: E as outras cidades e experiências deste tipo?

Tento montar um quadro sobre um referencial para isto

V – Onde Hemingway iria?

A partir do referencial, examino a idéia pela ótica dos leitores do NY Times

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